A insegurança mediúnica pode ocorrer a qualquer médium, seja mais experiente ou em desenvolvimento.
Existe uma dicotomia sobre a mediunidade e sua manifestação de forma segura no início do desenvolvimento.
E também, porque não, durante as primeiras manifestações?
Isso é aceitável e comum, pois o médium está vivenciando algo bem diferente do ordinário da vida material.
Chamamos de Insegurança Mediúnica.
Mas algumas vezes a insegurança acaba perseguindo os médiuns durante todo o processo de desenvolvimento.
Segundo o Vovô Francisco do Congo, é algo até saudável.
Isso porque mantém nossos pés no chão e não vamos querer criar algo que não existe, como muitas manifestações teatrais que vemos por aí.
Contudo, quando a insegurança mediúnica é em excesso, acaba prejudicando o processo de incorporação.
O ideal é que consigamos, assim como tudo, encontrar o equilíbrio!
Para isso precisamos ter a consciência de que estamos trabalhando em comunhão com uma entidade espiritual e não apenas permitindo que ela trabalhe sozinha, mas também que apesar dela estar em parceria conosco, é ela quem deverá tomar a liderança.
Em outras palavras: Devemos deixar a entidade trabalhar!
O caso mais emblemático que vemos são os de animismo e mistificação.
Eles podem ser graves para o médium, para o consulente e também para a casa espiritual.
Não há uma dica fácil para seguir nesses casos.
O mais indicado é sempre manter o trabalho caritativo, sem interesses pecuniários, sem ostentações.
E sempre combatendo nossas paixões inferiores.
Temos que ter a ciência de que estamos trabalhando com um espírito para o bem de todos e não para que sejamos exaltados como santos ou heróis.
A mediunidade é um bem precioso e quando bem trabalhada irá proporcionar a você muita felicidade.
E sem necessariamente alguém ter que exaltar suas façanhas. Até porque não são suas.
Caso você se encontre com muita insegurança mediúnica, converse com seu dirigente.
E tente fazer exercícios de centramento e alinhamento de chacras.
Também pode ocorrer o processo inverso, o excesso de confiança.
Nesse caso é onde veremos os “supermédiuns” com suas façanhas intermináveis.
Porém, aqui notamos o claro desvio da finalidade mediúnica, onde possivelmente os mentores – de fato – não conseguem mais se manifestar.
Vamos encontrar médiuns que falam sobre a vida conjugal alheia, tentam adivinhar o futuro, sugestionam que possíveis traições estão ocorrendo e até mesmo quanto tempo de vida ainda resta a alguém.
Devemos tomar cuidado nestes casos também.
A vida do médium é cercada de reflexões.
Devemos estar sempre em profunda meditação sobre nossos atos e nossos aprendizados.
A nossa mediunidade, segundo diz o Caboclo Rompe Mato, é muito mais para nos ajudar (no caso evoluir moralmente) do que ajudar aos terceiros.
Pois quem ajuda os terceiros são os mentores.
Vamos usar esse dom para algo que realmente valha a pena!
E assim também vamos eliminando a insegurança mediúnica.
sábado, 8 de setembro de 2018
sábado, 25 de agosto de 2018
Palmas e cantos, tambores e sons na Umbanda
Palmas e cantos, assim como a presença de atabaques e dos Pontos Cantados dão vida à Umbanda.
E todos podem auxiliar para que as Giras sejam cada vez mais fortalecidas e vibrantes!
A importância de bater palmas e cantos para acompanhar o toque do atabaque junto com quem comanda os trabalhos é essencial na Umbanda.
A energia gerada pela soma das ações de todos estimula, vibra e modifica os ambientes.
E assim eles se tornam favoráveis à nossa prática religiosa.
São muitas as culturas que fazem uso da música como forma de se religar com o Divino.
E não apenas com o som, mas com a dança também.
A música, as palmas e cantos, os ritmos, etc, estão aí, desde os tempos mais remotos.
Eles colaboram para criar um vínculo mágico e astral com o plano espiritual.
E a Umbanda não só reconhece como também faz uso deste mesmo conhecimento primordial.
Todo som produz frequência de ondas eletromagnéticas que, se vibrada no tom e na cadência certa, pode atingir as mais variadas esferas astrais.
Daí a importância dos atabaques (tocado com as mãos dos atabaqueiros ou ogãs).
Dos Pontos Cantados (orações na forma de cântico, com letra e melodia próprias a cada Orixá ou alma trabalhadora da Umbanda)
Dos umbandistas presentes nas Giras, que com suas palmas e cantos ritmados auxiliam na composição do ambiente.
Assim, se um dia você estiver de visita a uma Casa de Umbanda e lá os trabalhos usarem ‘tambor’, palmas e cantos, participe!
Doe seu próprio corpo, com palmas e cantos para ajudar a não apenas segurar a corrente espiritual que se sustenta o templo, como também para alcançar as diversas esferas do plano espiritual. E não tenha vergonha de soltar a voz!
A harmonia das palmas e dos sons facilitam para que os médiuns se desliguem das distrações terrenas.
Assim, podem se concentrar inteiramente no ritmo dos pontos.
Dessa forma, facilitam a incorporação do médium, que fica adormecido momentaneamente.
Assim, todos podem ajudar para que o atendimento espiritual seja o melhor possível.
Todos ajudam a manter os pensamentos focados na energia circundante e na alegria de pertencer a esta maravilhosa religião, onde a soma de todos é infinitamente maior quando a verdadeira fé nos une!
E todos podem auxiliar para que as Giras sejam cada vez mais fortalecidas e vibrantes!
A importância de bater palmas e cantos para acompanhar o toque do atabaque junto com quem comanda os trabalhos é essencial na Umbanda.
A energia gerada pela soma das ações de todos estimula, vibra e modifica os ambientes.
E assim eles se tornam favoráveis à nossa prática religiosa.
São muitas as culturas que fazem uso da música como forma de se religar com o Divino.
E não apenas com o som, mas com a dança também.
A música, as palmas e cantos, os ritmos, etc, estão aí, desde os tempos mais remotos.
Eles colaboram para criar um vínculo mágico e astral com o plano espiritual.
E a Umbanda não só reconhece como também faz uso deste mesmo conhecimento primordial.
Todo som produz frequência de ondas eletromagnéticas que, se vibrada no tom e na cadência certa, pode atingir as mais variadas esferas astrais.
Daí a importância dos atabaques (tocado com as mãos dos atabaqueiros ou ogãs).
Dos Pontos Cantados (orações na forma de cântico, com letra e melodia próprias a cada Orixá ou alma trabalhadora da Umbanda)
Dos umbandistas presentes nas Giras, que com suas palmas e cantos ritmados auxiliam na composição do ambiente.
Assim, se um dia você estiver de visita a uma Casa de Umbanda e lá os trabalhos usarem ‘tambor’, palmas e cantos, participe!
Doe seu próprio corpo, com palmas e cantos para ajudar a não apenas segurar a corrente espiritual que se sustenta o templo, como também para alcançar as diversas esferas do plano espiritual. E não tenha vergonha de soltar a voz!
A harmonia das palmas e dos sons facilitam para que os médiuns se desliguem das distrações terrenas.
Assim, podem se concentrar inteiramente no ritmo dos pontos.
Dessa forma, facilitam a incorporação do médium, que fica adormecido momentaneamente.
Assim, todos podem ajudar para que o atendimento espiritual seja o melhor possível.
Todos ajudam a manter os pensamentos focados na energia circundante e na alegria de pertencer a esta maravilhosa religião, onde a soma de todos é infinitamente maior quando a verdadeira fé nos une!
sábado, 18 de agosto de 2018
Orixás pertencem a alguém ou alguma religião?
Já imaginaram o Papa reclamar o direito exclusivo em cultuar e amar a Jesus e os demais santos católicos e dizer que todas as outras religiões cristãs deveriam “devolve-los” para Roma?
Se fosse assim, nós umbandistas teríamos que nos desfazer de nosso sincretismo com os santos e, inclusive, seríamos acusados de deturpar o culto aos mesmos, já que somamos a eles os valores “afro-ameríndios”.
Ouvimos falar que certos Orixás não são da Umbanda.
Bem, de quem eles são então?
Divindades têm donos?
Podem alguns Orixás ser de Umbanda e outros estarem nela por engano?
Ao que sabemos, todos os Orixás tem a mesma Origem Iorubá, a mesma origem nos Cultos de Nação, onde na África cada Nação tinha o culto voltado ao seu Orixá, considerado o ancestral de todos ali.
Mas o Orixá tem vida própria: ele é divindade, é um Trono de Deus.
Não precisa de nós para existir e sim nós é que precisamos deles para existir.
Mesmo que muitos de nós não saibamos disso.
Para atender as necessidades de diferentes grupos sócio-culturais surgem novas religiões, pois a cada dia surgem novas realidades.
Mas é sempre o mesmo Deus e, claro, as mesmas divindades que ressurgem.
Às vezes, ressurgem com nomes diferentes e outras vezes com os mesmos nomes.
Os Orixás aparecem na Umbanda, mas já dentro de um outro contexto.
E é diferente dos Cultos de Nação, pois é uma religião diferente.
O Preto Velho, que para os Cultos de Nação é “egum” e não incorpora no mesmo “chão” que o Orixá, por sua vez nos apresenta os Orixás, todos quantos conhece no Astral, todos quanto cultuam em espírito na “Aruanda”.
E aqui na Terra, na matéria, ainda se discute se estes Orixás pertencem à Umbanda.
Que dúvida podemos ter?
Se quem os apresenta a nós é o mesmo Preto Velho, não há dúvidas.
Pois somos filhos destes Orixás.
O filho reconhece o Pai e o Pai reconhece o filho.
Não teria o filho de mudar de religião, para continuar com o mesmo Pai ou Mãe, já que uma vez reconhecida a paternidade divina dos Orixás, pouco importa o que outros digam: o que importa é que ali ele foi apresentado ao filho.
Apesar de termos um Pai e Mãe de Cabeça, somos filhos de todos Orixás!
Orixás pertencem a todos, pois todos somos filhos Deles (as)!
Foto: Jefferson Peixoto/Ag. Haack – Reprodução
Se fosse assim, nós umbandistas teríamos que nos desfazer de nosso sincretismo com os santos e, inclusive, seríamos acusados de deturpar o culto aos mesmos, já que somamos a eles os valores “afro-ameríndios”.
Ouvimos falar que certos Orixás não são da Umbanda.
Bem, de quem eles são então?
Divindades têm donos?
Podem alguns Orixás ser de Umbanda e outros estarem nela por engano?
Ao que sabemos, todos os Orixás tem a mesma Origem Iorubá, a mesma origem nos Cultos de Nação, onde na África cada Nação tinha o culto voltado ao seu Orixá, considerado o ancestral de todos ali.
Mas o Orixá tem vida própria: ele é divindade, é um Trono de Deus.
Não precisa de nós para existir e sim nós é que precisamos deles para existir.
Mesmo que muitos de nós não saibamos disso.
Para atender as necessidades de diferentes grupos sócio-culturais surgem novas religiões, pois a cada dia surgem novas realidades.
Mas é sempre o mesmo Deus e, claro, as mesmas divindades que ressurgem.
Às vezes, ressurgem com nomes diferentes e outras vezes com os mesmos nomes.
Os Orixás aparecem na Umbanda, mas já dentro de um outro contexto.
E é diferente dos Cultos de Nação, pois é uma religião diferente.
O Preto Velho, que para os Cultos de Nação é “egum” e não incorpora no mesmo “chão” que o Orixá, por sua vez nos apresenta os Orixás, todos quantos conhece no Astral, todos quanto cultuam em espírito na “Aruanda”.
E aqui na Terra, na matéria, ainda se discute se estes Orixás pertencem à Umbanda.
Que dúvida podemos ter?
Se quem os apresenta a nós é o mesmo Preto Velho, não há dúvidas.
Pois somos filhos destes Orixás.
O filho reconhece o Pai e o Pai reconhece o filho.
Não teria o filho de mudar de religião, para continuar com o mesmo Pai ou Mãe, já que uma vez reconhecida a paternidade divina dos Orixás, pouco importa o que outros digam: o que importa é que ali ele foi apresentado ao filho.
Apesar de termos um Pai e Mãe de Cabeça, somos filhos de todos Orixás!
Orixás pertencem a todos, pois todos somos filhos Deles (as)!
Foto: Jefferson Peixoto/Ag. Haack – Reprodução
sábado, 11 de agosto de 2018
O Mistério do Orixá Ancestral, de Frente e Adjuntó
Orixá Ancestral, de Frente (ou de Cabeça) e Adjuntó é um assunto muito buscado na Umbanda.
Uma dúvida, e a que mais incomoda os umbandistas é sobre seu Orixá.
Nós sabemos que Orixá Ancestral não é o mesmo que Orixá de Frente ou Adjuntó.
O Orixá Ancestral está ligado à nossa ancestralidade e é aquele que nos recepcionou assim que, gerados por Deus, fomos atraídos pelo Seu magnetismo divino.
Todos somos gerados por Deus e somos fatorados por uma de suas divindades.
É Ele que nos magnetiza em sua onda fatoradora e nos distingue com sua qualidade divina.
Uns são distinguidos com a qualidade congregadora e são fatorados pelo Trono da Fé.
E, se forem machos, é o Orixá Oxalá que assume a condição de seu Orixá Ancestral.
Mas, se for fêmea, aí é a Orixá Oyá-Tempo (Logunan) que assume sua ancestralidade.
Uns são distinguidos com a qualidade agregadora e são fatorados pelo Trono do Amor.
E, se forem machos é o Orixá Oxumaré que assume a condição de seu Orixá Ancestral.
Mas, se forem fêmeas, aí é a Orixá Oxum que assume suas ancestralidades.
Uns são distinguidos com a qualidade expansora e são fatorados pelo Trono do Conhecimento.
E, se forem machos, é o Orixá Oxóssi que assume a condição de seu Orixá Ancestral.
Mas, se forem fêmeas, aí é a Orixá Obá que assume suas ancestralidades.
Uns são distinguidos com a qualidade equilibradora e são fatorados pelo Trono da Razão.
E, se forem machos, é o Orixá Xangô que assume as suas ancestralidades.
Mas, se forem fêmeas, aí é a Orixá Egunitá (Oroiná) que assume suas ancestralidades.
Uns são distinguidos com a qualidade ordenadora e são fatorados pelo Trono da Lei.
E, se forem machos, é o Orixá Ogum que assume suas ancestralidades.
Mas, se forem fêmeas, aí é a Orixá Iansã que assume suas ancestralidades.
Uns são distinguidos com a qualidade evolutiva (transmutadora) e são fatorados pelo Trono da Evolução.
E, se forem machos é o Orixá Obaluayê que assume suas ancestralidades.
Mas, se forem fêmeas, aí é a Orixá Nanã que assume suas ancestralidades.
Uns são distinguidos com a qualidade geradora e são fatorados pelo Trono da Geração.
E, se forem machos, é o Orixá Omulu que assume suas ancestralidades.
Mas, se forem fêmeas, aí é a Orixá Iemanjá que assume suas ancestralidades.
Observem que não estamos nos referindo ao espírito que “encarnou” no plano material e sim ao ser que acabou de ser gerado por Deus e foi atraído pelo magnetismo de uma de suas divindades, que, por serem unigênitas (únicas geradas) transmitem naturalmente a qualidade que são em si mesmas aos seus “herdeiros”, aos quais imantam com seus magnetismos divinos e dão aos seres uma ancestralidade imutável.
Pois é divina e jamais deixará de guiá-los, porque a natureza íntima de cada um será formada na qualidade que o distinguiu, fatorando-o.
Alguém pode reencarnar mil vezes e sob as mais diversas irradiações que nunca mudará sua natureza íntima.
Agora, a cada encarnação, ele será regido por um Orixá de Frente ou de Cabeça (que o guiará enquanto viver na carne).
E será equilibrado por outro Orixá que será o auxiliar (o Adjuntó) desse Orixá “da Cabeça”.
Usamos o termo “Orixá da Cabeça” porque ele regerá a encarnação do ser e o influenciará o tempo todo, pois está de “Frente” para ele.
Sim, o Orixá da Cabeça está à nossa frente nos atraindo mentalmente para seu campo de ação e para o seu mistério.
Mistério ao qual absorveremos e desenvolveremos algumas faculdades regidas por Ele.
Já o Orixá Adjuntó é um equilibrador do ser e atuará através do seu emocional.
E isso, ora estimulando-o e ora apassivando-o.
Pois só assim o ser não se descaracterizará e se tornará irreconhecível dentro do seu grupo familiar ou tronco hereditário, regido pelo seu Orixá Ancestral.
A dúvida dos médiuns e dos umbandistas se explica pela precariedade dos métodos divinatórios usados para identificar o Orixá da Cabeça e seu Adjuntó.
Daí, vemos pessoas reclamarem que a cada Babalorixá ou Ialorixá que consultaram deu um Orixá diferente a cada consulta.
E isso cria uma confusão e leva ao descrédito geral.
Esta queixa é muito comum e não são poucos os médiuns que estão confusos porque uma consulta diz que é filho desse Orixá e outra consulta diz que é filho de outro Orixá.
Nós dizemos isto: na ancestralidade, todo ser macho é filho de um Orixá masculino e todo ser fêmea é filha de um Orixá feminino.
Na ancestralidade, Orixá masculino só fatora seres machos e os magnetiza com sua qualidade, fatorando-os de forma tão marcante que o Orixá feminino que o secunda na fatoração só participa como apassivadora de sua natureza masculina.
E o inverso acontece com os seres fêmeas, onde o Orixá masculino só participa como apassivador dessa sua natureza feminina.
Portanto, no universo da ancestralidade dos seres machos há sete Orixás masculinos e na dos seres fêmeas há sete Orixás femininos.
Também há sete naturezas masculinas e sete naturezas femininas, tão marcantes que é impossível ao bom observador não vê-las nas pessoas.
Saibam que, mesmo que o Orixá da Cabeça ou de Frente seja, digamos, a Orixá Iansã, ainda assim, por trás desta regência, poderemos identificar a ancestralidade se observarem bem o olhar, as feições, os traços, os gestos a postura, etc.
Pois estes sinais são oriundos da natureza íntima do ser, apassivada pela regência da encarnação, mas não anulada por ela.
E o mesmo se aplica ao Orixá Adjuntó, pois podemos identificá-lo nos gestos e nas iniciativas das pessoas, já que é através do emocional que ele atua.
Outra forma de identificação é através do Guia de frente e do Exu Guardião dos Médiuns.
Mas esta identificação exige um profundo conhecimento do simbolismo dos nomes usados por eles para se identificarem.
E também, nem sempre o Guia de frente ou o Exu guardião se mostram, pois preferem deixar isto para o Guia e o Exu de trabalho.
Saber interpretar corretamente o simbolismo é fundamental.
Então, que todos entendam isto:
• Orixá Ancestral é aquele que magnetizou o ser assim que ele foi gerado por Deus e o distinguiu com sua qualidade original e natureza íntima, imutáveis e eternas;
• Orixá de Frente (ou de Cabeça) é aquele que rege a atual encarnação do ser e o conduz numa direção na qual o ser absorverá sua qualidade e a incorporará às suas faculdades, abrindo-lhes novos campos de atuação e crescimento interno;
• Orixá Adjuntó é aquele que forma par com o Orixá de Frente (ou de Cabeça), apassivando ou estimulando o ser, sempre visando seu equilíbrio íntimo e crescimento interno permanente.
É por isso também que muitos encontram em si qualidades de vários Orixás.
A cada encarnação há a troca de regência da encarnação.
E, nessa troca, os seres vão evoluindo e desenvolvendo faculdades relativas a todos os Orixás.
Afinal, se somos “humanos”, absorvemos energias e irradiações, magnetismo e vibrações de todos eles. Certo?
Fonte: Doutrina e Teologia de Umbanda Sagrada, Editora Madras
Uma dúvida, e a que mais incomoda os umbandistas é sobre seu Orixá.
Nós sabemos que Orixá Ancestral não é o mesmo que Orixá de Frente ou Adjuntó.
O Orixá Ancestral está ligado à nossa ancestralidade e é aquele que nos recepcionou assim que, gerados por Deus, fomos atraídos pelo Seu magnetismo divino.
Todos somos gerados por Deus e somos fatorados por uma de suas divindades.
É Ele que nos magnetiza em sua onda fatoradora e nos distingue com sua qualidade divina.
Uns são distinguidos com a qualidade congregadora e são fatorados pelo Trono da Fé.
E, se forem machos, é o Orixá Oxalá que assume a condição de seu Orixá Ancestral.
Mas, se for fêmea, aí é a Orixá Oyá-Tempo (Logunan) que assume sua ancestralidade.
Uns são distinguidos com a qualidade agregadora e são fatorados pelo Trono do Amor.
E, se forem machos é o Orixá Oxumaré que assume a condição de seu Orixá Ancestral.
Mas, se forem fêmeas, aí é a Orixá Oxum que assume suas ancestralidades.
Uns são distinguidos com a qualidade expansora e são fatorados pelo Trono do Conhecimento.
E, se forem machos, é o Orixá Oxóssi que assume a condição de seu Orixá Ancestral.
Mas, se forem fêmeas, aí é a Orixá Obá que assume suas ancestralidades.
Uns são distinguidos com a qualidade equilibradora e são fatorados pelo Trono da Razão.
E, se forem machos, é o Orixá Xangô que assume as suas ancestralidades.
Mas, se forem fêmeas, aí é a Orixá Egunitá (Oroiná) que assume suas ancestralidades.
Uns são distinguidos com a qualidade ordenadora e são fatorados pelo Trono da Lei.
E, se forem machos, é o Orixá Ogum que assume suas ancestralidades.
Mas, se forem fêmeas, aí é a Orixá Iansã que assume suas ancestralidades.
Uns são distinguidos com a qualidade evolutiva (transmutadora) e são fatorados pelo Trono da Evolução.
E, se forem machos é o Orixá Obaluayê que assume suas ancestralidades.
Mas, se forem fêmeas, aí é a Orixá Nanã que assume suas ancestralidades.
Uns são distinguidos com a qualidade geradora e são fatorados pelo Trono da Geração.
E, se forem machos, é o Orixá Omulu que assume suas ancestralidades.
Mas, se forem fêmeas, aí é a Orixá Iemanjá que assume suas ancestralidades.
Observem que não estamos nos referindo ao espírito que “encarnou” no plano material e sim ao ser que acabou de ser gerado por Deus e foi atraído pelo magnetismo de uma de suas divindades, que, por serem unigênitas (únicas geradas) transmitem naturalmente a qualidade que são em si mesmas aos seus “herdeiros”, aos quais imantam com seus magnetismos divinos e dão aos seres uma ancestralidade imutável.
Pois é divina e jamais deixará de guiá-los, porque a natureza íntima de cada um será formada na qualidade que o distinguiu, fatorando-o.
Alguém pode reencarnar mil vezes e sob as mais diversas irradiações que nunca mudará sua natureza íntima.
Agora, a cada encarnação, ele será regido por um Orixá de Frente ou de Cabeça (que o guiará enquanto viver na carne).
E será equilibrado por outro Orixá que será o auxiliar (o Adjuntó) desse Orixá “da Cabeça”.
Usamos o termo “Orixá da Cabeça” porque ele regerá a encarnação do ser e o influenciará o tempo todo, pois está de “Frente” para ele.
Sim, o Orixá da Cabeça está à nossa frente nos atraindo mentalmente para seu campo de ação e para o seu mistério.
Mistério ao qual absorveremos e desenvolveremos algumas faculdades regidas por Ele.
Já o Orixá Adjuntó é um equilibrador do ser e atuará através do seu emocional.
E isso, ora estimulando-o e ora apassivando-o.
Pois só assim o ser não se descaracterizará e se tornará irreconhecível dentro do seu grupo familiar ou tronco hereditário, regido pelo seu Orixá Ancestral.
A dúvida dos médiuns e dos umbandistas se explica pela precariedade dos métodos divinatórios usados para identificar o Orixá da Cabeça e seu Adjuntó.
Daí, vemos pessoas reclamarem que a cada Babalorixá ou Ialorixá que consultaram deu um Orixá diferente a cada consulta.
E isso cria uma confusão e leva ao descrédito geral.
Esta queixa é muito comum e não são poucos os médiuns que estão confusos porque uma consulta diz que é filho desse Orixá e outra consulta diz que é filho de outro Orixá.
Nós dizemos isto: na ancestralidade, todo ser macho é filho de um Orixá masculino e todo ser fêmea é filha de um Orixá feminino.
Na ancestralidade, Orixá masculino só fatora seres machos e os magnetiza com sua qualidade, fatorando-os de forma tão marcante que o Orixá feminino que o secunda na fatoração só participa como apassivadora de sua natureza masculina.
E o inverso acontece com os seres fêmeas, onde o Orixá masculino só participa como apassivador dessa sua natureza feminina.
Portanto, no universo da ancestralidade dos seres machos há sete Orixás masculinos e na dos seres fêmeas há sete Orixás femininos.
Também há sete naturezas masculinas e sete naturezas femininas, tão marcantes que é impossível ao bom observador não vê-las nas pessoas.
Saibam que, mesmo que o Orixá da Cabeça ou de Frente seja, digamos, a Orixá Iansã, ainda assim, por trás desta regência, poderemos identificar a ancestralidade se observarem bem o olhar, as feições, os traços, os gestos a postura, etc.
Pois estes sinais são oriundos da natureza íntima do ser, apassivada pela regência da encarnação, mas não anulada por ela.
E o mesmo se aplica ao Orixá Adjuntó, pois podemos identificá-lo nos gestos e nas iniciativas das pessoas, já que é através do emocional que ele atua.
Outra forma de identificação é através do Guia de frente e do Exu Guardião dos Médiuns.
Mas esta identificação exige um profundo conhecimento do simbolismo dos nomes usados por eles para se identificarem.
E também, nem sempre o Guia de frente ou o Exu guardião se mostram, pois preferem deixar isto para o Guia e o Exu de trabalho.
Saber interpretar corretamente o simbolismo é fundamental.
Então, que todos entendam isto:
• Orixá Ancestral é aquele que magnetizou o ser assim que ele foi gerado por Deus e o distinguiu com sua qualidade original e natureza íntima, imutáveis e eternas;
• Orixá de Frente (ou de Cabeça) é aquele que rege a atual encarnação do ser e o conduz numa direção na qual o ser absorverá sua qualidade e a incorporará às suas faculdades, abrindo-lhes novos campos de atuação e crescimento interno;
• Orixá Adjuntó é aquele que forma par com o Orixá de Frente (ou de Cabeça), apassivando ou estimulando o ser, sempre visando seu equilíbrio íntimo e crescimento interno permanente.
É por isso também que muitos encontram em si qualidades de vários Orixás.
A cada encarnação há a troca de regência da encarnação.
E, nessa troca, os seres vão evoluindo e desenvolvendo faculdades relativas a todos os Orixás.
Afinal, se somos “humanos”, absorvemos energias e irradiações, magnetismo e vibrações de todos eles. Certo?
Fonte: Doutrina e Teologia de Umbanda Sagrada, Editora Madras
sábado, 4 de agosto de 2018
Afastar obsessores ou energias negativas: saiba como deve proceder
Afastar obsessores ou energias negativas para bem longe de si é possível.
E sem complicação.
E nos dias de hoje é muito comum nos sentirmos pra baixo, como se um peso enorme estivesse sobre nossos ombros.
Talvez a melhor resposta para isso seja a fé. Explicaremos.
Você pode ler mil e uma formas de se livrar das energias ruins.
Ou então fazer banhos de descarrego receituados na Umbanda.
Ou ainda aguardar ansiosamente o dia da Gira e pedir para que a entidade faça uma limpeza em você.
Mas se você não mudar seus pensamentos, emoções e ações, é quase como se os obsessores saissem de perto por alguns momentos e
logo mais te aguardassem ali na porta para caminharem junto a você.
Tudo é energia. Tudo mesmo!
Albert Einstein disse:
“Sintonize a frequência que você deseja e esta é a realidade que você terá; isso não é Filosofia: é Física”.
E por mais que saibamos que existem sim espíritos que podem pesar em nosso campo energético e espiritual, o antídoto está
dentro de nós mesmos.
E afastar obsessores e energias ruins começa na mente, na maneira que enxergamos a vida, a cada dia.
Pensamentos e sentimentos de gratidão alteram nosso campo energético.
Aconteceram coisas ruins a você?
Sua vida anda complicada, cheia de problemas?
Cabe a você melhora-la.
O passado já passou. Agradeça por isso.
O que quer que esteja acontecendo em sua vida, já foi, é passado.
Esqueça, não dá mais para mudar isso.
Você escolhe, no presente, o que quer fazer.
Muitos ficam remoendo o passado, achando que tomaram decisões erradas que trouxeram os problemas para a atualidade.
Outros miram só o futuro e esquecem que a vida acontece a todo momento.
Esquecem de viver hoje!
A responsabilidade pelo que aconteceu com você nem sempre é sua.
Exemplos:
– Bateram no seu carro;
– Você teve uma emergência médica;
– Surgiu um novo imposto para pagar, etc.
A maneira como você vai reagir a tudo isso é sim sua responsabilidade!
Você decide o que quer pensar e como agir.
Vai fazer um B.O. ligar para a seguradora e resolver o acidente ou vai chorar, espernear e brigar com o outro motorista?
Vai cuidar do seu problema de saúde ou vai ficar se lamentando a cada um que cruzar o seu caminho?
Vai pagar o imposto, contestá-lo nos órgãos competentes, ou ficar xingando o Governo?
Tenha fé em si mesmo, acredite. O poder já está aí dentro.
Na Umbanda, nossos Guias e Orixás nos amparam, atendem e aconselham. Mas o que fazemos é com a gente.
Não seja vítima; não faça mimimi.
Felicidade é resolver problemas, crescer com eles.
Quando você deixa a culpa, o desespero, a tristeza a as lamentações tomarem conta do seu ser, afastar obsessores fica mais complicado.
Primeiro você terá de resgatar sua fé, acreditar em si e em nossos Guias e Orixás.
Depois, a cada pensamento-ação-oração positiva, as energias ruins irão se dissipar.
Quando oramos e vigiamos nossos pensamentos, temos a chance de elevar nossa vibração, e como consequência mudamos as nossas atitudes.
Por mais que você acredite que tenha agora (ou venha a ter no futuro) inimigos espirituais, você escolher como combate-los.
Um estudo do Instituto Hearth Math, na Califórnia, analisou como os pensamentos de amor e de gratidão alteram para melhor a nossa condição cardíaca e, como consequência, ampliam o nosso campo eletromagnético.
Por mais que você se sinta “melhor” depois de limpezas energéticas ou coisas do tipo, saiba que você precisa mesmo é cuidar
da sua limpeza de pensamentos e sentimentos.
Certa vez, em consulta, o Sr. Exu Sete Trevas me disse:
“Agora não adianta ficar pensando no que fez ou deixou de fazer. O que tá acontecendo na sua vida hoje você plantou lá trás, uma, duas luas atrás. Você tem agora é que decidir o que você quer colher lá na frente e plantar já.”
Laroyê Seu Sete Trevas!
Ajudou a afastar obsessores e ‘me ensinou a pescar’.
Já o peixe, esse é por minha conta.
E sem complicação.
E nos dias de hoje é muito comum nos sentirmos pra baixo, como se um peso enorme estivesse sobre nossos ombros.
Talvez a melhor resposta para isso seja a fé. Explicaremos.
Você pode ler mil e uma formas de se livrar das energias ruins.
Ou então fazer banhos de descarrego receituados na Umbanda.
Ou ainda aguardar ansiosamente o dia da Gira e pedir para que a entidade faça uma limpeza em você.
Mas se você não mudar seus pensamentos, emoções e ações, é quase como se os obsessores saissem de perto por alguns momentos e
logo mais te aguardassem ali na porta para caminharem junto a você.
Tudo é energia. Tudo mesmo!
Albert Einstein disse:
“Sintonize a frequência que você deseja e esta é a realidade que você terá; isso não é Filosofia: é Física”.
E por mais que saibamos que existem sim espíritos que podem pesar em nosso campo energético e espiritual, o antídoto está
dentro de nós mesmos.
E afastar obsessores e energias ruins começa na mente, na maneira que enxergamos a vida, a cada dia.
Pensamentos e sentimentos de gratidão alteram nosso campo energético.
Aconteceram coisas ruins a você?
Sua vida anda complicada, cheia de problemas?
Cabe a você melhora-la.
O passado já passou. Agradeça por isso.
O que quer que esteja acontecendo em sua vida, já foi, é passado.
Esqueça, não dá mais para mudar isso.
Você escolhe, no presente, o que quer fazer.
Muitos ficam remoendo o passado, achando que tomaram decisões erradas que trouxeram os problemas para a atualidade.
Outros miram só o futuro e esquecem que a vida acontece a todo momento.
Esquecem de viver hoje!
A responsabilidade pelo que aconteceu com você nem sempre é sua.
Exemplos:
– Bateram no seu carro;
– Você teve uma emergência médica;
– Surgiu um novo imposto para pagar, etc.
A maneira como você vai reagir a tudo isso é sim sua responsabilidade!
Você decide o que quer pensar e como agir.
Vai fazer um B.O. ligar para a seguradora e resolver o acidente ou vai chorar, espernear e brigar com o outro motorista?
Vai cuidar do seu problema de saúde ou vai ficar se lamentando a cada um que cruzar o seu caminho?
Vai pagar o imposto, contestá-lo nos órgãos competentes, ou ficar xingando o Governo?
Tenha fé em si mesmo, acredite. O poder já está aí dentro.
Na Umbanda, nossos Guias e Orixás nos amparam, atendem e aconselham. Mas o que fazemos é com a gente.
Não seja vítima; não faça mimimi.
Felicidade é resolver problemas, crescer com eles.
Quando você deixa a culpa, o desespero, a tristeza a as lamentações tomarem conta do seu ser, afastar obsessores fica mais complicado.
Primeiro você terá de resgatar sua fé, acreditar em si e em nossos Guias e Orixás.
Depois, a cada pensamento-ação-oração positiva, as energias ruins irão se dissipar.
Quando oramos e vigiamos nossos pensamentos, temos a chance de elevar nossa vibração, e como consequência mudamos as nossas atitudes.
Por mais que você acredite que tenha agora (ou venha a ter no futuro) inimigos espirituais, você escolher como combate-los.
Um estudo do Instituto Hearth Math, na Califórnia, analisou como os pensamentos de amor e de gratidão alteram para melhor a nossa condição cardíaca e, como consequência, ampliam o nosso campo eletromagnético.
Por mais que você se sinta “melhor” depois de limpezas energéticas ou coisas do tipo, saiba que você precisa mesmo é cuidar
da sua limpeza de pensamentos e sentimentos.
Certa vez, em consulta, o Sr. Exu Sete Trevas me disse:
“Agora não adianta ficar pensando no que fez ou deixou de fazer. O que tá acontecendo na sua vida hoje você plantou lá trás, uma, duas luas atrás. Você tem agora é que decidir o que você quer colher lá na frente e plantar já.”
Laroyê Seu Sete Trevas!
Ajudou a afastar obsessores e ‘me ensinou a pescar’.
Já o peixe, esse é por minha conta.
sábado, 28 de julho de 2018
NANÃ
Nanã tem como uma de suas características marcantes a maleabilidade.
Ela desfaz o que está paralisado nos seres, dando-lhes mais movimento. Quando a pessoa estaciona num padrão vibratório negativo (pensamentos, sentimentos, crenças e emoções), insistindo em condutas negativas, fica impermeável às sugestões do Bem.
Neste caso, ele será atraído para o campo de Mãe Nanã, para se tornar mais flexível.
Outra característica de Nanã é a decantação. Ela trabalha os seres em seus vícios, desequilíbrios e negativismos, fazendo uma espécie de filtragem dessas energias desequilibradas.
E isso acontece porque Ela é um Orixá “água-terra”.
O seu primeiro elemento de atuação é a água e o segundo é a terra.
O elemento água dá maleabilidade ao que estava endurecido, “amolece”, torna permeável, permite adquirir e absorver outros valores. Então, a terra se junta à água, formando “um barro” que absorve os negativismos decantados. Isto gera condições para dar estabilidade àquilo que ficou de positivo após a decantação. E uma vez que “o positivo” foi estabilizado na pessoa ele poderá recomeçar sua evolução.
Os lagos, mangues e os grandes rios que correm tranquilamente são Pontos de Força de Mãe Nanã.
Pense num lago. Um lago tem a superfície calma, águas tranquilas, tudo parece estar parado. Porém, quando você atira nele qualquer coisa, verá que ele puxará para o fundo e decantará silenciosamente.
Assim é a energia de Nanã, a mais velha das Mães das Águas.
Ao decantar nossas emoções e sentimentos Ela também pode nos curar, já que muitas doenças têm forte cunho emocional como raiva, inquietação, impaciência, ansiedade, nervosismo, ciúme, inveja, etc.
Decantando nossos vícios e desequilíbrios emocionais e mentais, Nanã nos acalma e nos transforma.
Transformados interiormente, entramos no caminho da cura. Em outras palavras: evoluímos.
Relações
Irradiação: Decantação e Evolução
Campo de atuação: Evolução e Transmutação
Elementos: Água e Terra
Cores: Lilás (também Roxo e Rosa)
Data comemorativa: 26 de julho
Dia da semana: Domingo
Sincretismo: Nossa Senhora de Santana
Ela desfaz o que está paralisado nos seres, dando-lhes mais movimento. Quando a pessoa estaciona num padrão vibratório negativo (pensamentos, sentimentos, crenças e emoções), insistindo em condutas negativas, fica impermeável às sugestões do Bem.
Neste caso, ele será atraído para o campo de Mãe Nanã, para se tornar mais flexível.
Outra característica de Nanã é a decantação. Ela trabalha os seres em seus vícios, desequilíbrios e negativismos, fazendo uma espécie de filtragem dessas energias desequilibradas.
E isso acontece porque Ela é um Orixá “água-terra”.
O seu primeiro elemento de atuação é a água e o segundo é a terra.
O elemento água dá maleabilidade ao que estava endurecido, “amolece”, torna permeável, permite adquirir e absorver outros valores. Então, a terra se junta à água, formando “um barro” que absorve os negativismos decantados. Isto gera condições para dar estabilidade àquilo que ficou de positivo após a decantação. E uma vez que “o positivo” foi estabilizado na pessoa ele poderá recomeçar sua evolução.
Os lagos, mangues e os grandes rios que correm tranquilamente são Pontos de Força de Mãe Nanã.
Pense num lago. Um lago tem a superfície calma, águas tranquilas, tudo parece estar parado. Porém, quando você atira nele qualquer coisa, verá que ele puxará para o fundo e decantará silenciosamente.
Assim é a energia de Nanã, a mais velha das Mães das Águas.
Ao decantar nossas emoções e sentimentos Ela também pode nos curar, já que muitas doenças têm forte cunho emocional como raiva, inquietação, impaciência, ansiedade, nervosismo, ciúme, inveja, etc.
Decantando nossos vícios e desequilíbrios emocionais e mentais, Nanã nos acalma e nos transforma.
Transformados interiormente, entramos no caminho da cura. Em outras palavras: evoluímos.
Relações
Irradiação: Decantação e Evolução
Campo de atuação: Evolução e Transmutação
Elementos: Água e Terra
Cores: Lilás (também Roxo e Rosa)
Data comemorativa: 26 de julho
Dia da semana: Domingo
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