quinta-feira, 23 de outubro de 2014

A tristeza dos orixás


Foi, não há muito tempo atrás, que essa história aconteceu. Contada aqui de uma forma romanceada, mas que traz em sua essência, uma verdadeira mensagem para os umbandistas..

Ela começa em uma noite escura e assustadora, daquelas de arrepiar os pêlos do corpo. Realmente o Sol tinha escondido-se nesse dia, e a Lua, tímida, teimava em não iluminar com seus encantadores raios, brilhosos como fios de prata, a morada dos Orixás.
Nessa estranha noite, Ogum, o Orixá das "guerras", saiu do alto ponto onde guarda todos os caminhos e dirigiu-se ao mar. Lá chegando, as sereias começaram a cantar e os seres aquáticos agitaram-se. Todos adoravam Ogum, ele era tão forte e corajoso. Iemanjá que tem nele um filho querido, logo abriu um sorriso, aqueles de mãe "coruja" quando revê um filho que há tempos partiu de sua casa, mas nunca de sua eterna morada dentro do coração:

- Ah Ogum, que saudade, já faz tanto tempo! Você podia vir visitar mais vezes sua mãe, não é mesmo? - ralhou Iemanjá, com aquele tom típico de contrariedade.
- Desculpe, sabe, ando meio ocupado - Respondeu um triste Ogum.- Mas, o que aconteceu? Sinto que estás triste.- É, vim até aqui para "desabafar" com você "mãeinha". Estou cansado! Estou cansado de muitas coisas que os encarnados fazem em meu nome. Estou cansado com o que eles fazem com a " espada da Lei" que julgam carregar. Estou cansado de tanta demanda. Estou muito mais cansado das "supostas" demandas, que apenas existem dentro do íntimo de cada um deles... Estou cansado...Ogum retirou seu elmo, e por de trás de seu bonito capacete, um rosto belo e de traços fortes pôde ser visto. Ele chorava. Chorava uma dor que carregava há tempos. Chorava por ser tão mal compreendido pelos filhos de Umbanda.Chorava por ninguém entender, que se ele era daquele jeito, protetor e austero, era porque em seu peito a chama da compaixão brilhava. E, se existe um Orixá leal, fiel e companheiro, esse Orixá é Ogum. Ele daria a própria Vida, por cada pessoa da humanidade, não apenas pelos filhos de fé. Não! Ogum amava a humanidade, amava a Vida.Mas infelizmente suas atribuições não eram realmente entendidas. As pessoas não viam em sua espada, a força que corta as trevas do ego, e logo a transformavam em um instrumento de guerra. Não vinham nele a potência e a força de vencer os abismos profundos, que criam verdadeiros vales de trevas na alma de todos. Não vinham em sua lança, a direção que aponta para o autoconhecimento, para iluminação interna e eterna.Não! Infelizmente ele era entendido como o "Orixá da Guerra", um homem impiedoso que utiliza-se de sua espada para resolver qualquer situação. E logo, inspirados por isso, lá iam os filhos de fé esquecer dos trabalhos de assistência a espíritos sofredores, a almas perdidas entre mundos, aos trabalhos de cura, esqueciam do amor e da compaixão, sentimentos básicos em qualquer trabalho espiritual, para apenas realizaram "quebras e cortes" de demandas, muitas das quais nem mesmo existem, ou quando existem, muitas vezes são apenas reflexos do próprio estado de espírito de cada um. E mais, normalmente, tudo isso torna-se uma guerra de vaidade, um show "pirotécnico" de forças ocultas. Muita "espada", muito "tridente", muitas "armas", pouco coração, pensamento elevado e crescimento espiritual.Isso magoava Ogum.

Como magoava:- Ah, filhos de Umbanda, por que vocês esquecem que Umbanda é pura e simplesmente amor e caridade? A minha espada sempre protege o justo, o correto, aquele que trabalha pela luz, fiando seu coração em Olorum. Por que esquecem que a Espada da Lei só pode ser manuseada pela mão direita do amor, insistindo em empunhá-la com a mão esquerda da soberbia, do poder transitório, da ira, da ilusão, transformando-na em apenas mais uma espada semeadora de tormentos e destruição.Então, Ogum começou a retirar sua armadura, que representava a proteção e firmeza no caminho espiritual que esse Orixá traz para nossa vida. E totalmente nu ficou frente à Iemanjá. Cravou sua espada no solo. Não queria mais lutar, não daquele jeito. Estava cansado...Logo um estrondo foi ouvido e o querido, mas também temido Tatá Omulu apareceu. E por incrível que pareça o mesmo aconteceu. Ele não agüentava mais ser visto como uma divindade da peste e da magia negativa. Não entendia, como ele, o guardião da Vida podia ser invocado para atentar contra Ela. Magoava-se por sua alfange da morte, que é o princípio que a tudo destrói, para que então a mudança e a renovação aconteçam, ser tão temida e mal compreendida pelos homens.Ele também deixou sua alfange aos pés de Iemanjá, e retirou seu manto escuro como a noite. Logo via-se o mais lindo dos Orixás, aquele que usa uma cobertura para não cegar os seus filhos com a imensa luz de amor e paz que irradia-se de todo seu ser. A luz que cura, a luz que pacifica, aquela que recolhe todas as almas que perderam-se na senda do Criador. Infelizmente os filhos de fé esquecem disso...Mas o mais incrível estava por acontecer.

Uma tempestade começou a desabar aumentando ainda mais o aspecto incrível e tenebroso daquela estranha noite. E todos os outros Orixás começaram a aparecer, para logo, começarem também a despir suas vestimentas sagradas, além de deixarem ao pé de Iemanjá suas armas e ferramentas simbólicas. Faziam isso em respeito a Ogum e Omulu, dois Orixás muito mal compreendidos pelos umbandistas. Faziam isso por si próprios. Iansã queria que as pessoas entendessem que seus ventos sagrados são o sopro de Olorum, que espalha as sementes de luz do seu amor. Oxossi queria ser reverenciado como aquele que, com flechas douradas de conhecimento, rasga as trevas da ignorância. Egunitá apagou seu fogo encantador, afinal, ninguém lembrava da chama que intensifica a fé e a espiritualidade. Apenas daquele que devora e destrói. Os vícios dos outros, é claro.Um a um, todos foram despindo-se e pensando quanto os filhos de Umbanda compreendiam erroneamente os Orixás.Iemanjá, totalmente surpresa e sem reação, não sabia o que fazer.

Foi quando uma irônica gargalhada cortou o ambiente. Era Exu. O controvertido Orixá das encruzilhadas, o mensageiro, o guardião, também chegava para a reunião, acompanhado de Pombagira, sua companheira eterna de jornada.Mas os dois estavam muito diferentes de como normalmente apresentam-se. Andavam curvados, como que segurando um grande peso nas costas. Tinham na face, a expressão do cansaço. Mas, mesmo assim, gargalhavam muito. Eles nunca perdiam o senso de humor!E os dois também repetiram aquilo que todos os Orixás foram fazer na casa de Iemanjá. Despiram-se de tudo. Exu e Pombagira, sem dúvida, eram os que mais razões tinham de ali estarem. Inúmeros eram os absurdos cometidos por encarnados em nome deles. Sem contar o preconceito, que o próprio umbandista ajudou a criar, dentro da sociedade, associando-o a figura do Diabo:

- Hahaha, lamentável essa situação, hahaha, lamentável! - Exu chorava, mas Exu continuava a sorrir. Essa era a natureza desse querido Orixá.Iemanjá estava desesperada! Estavam todos lá, pedindo a ela um conforto. Mas nem mesmo a encantadora Rainha do Mar sabia o que fazer:

Espere! - pensou Iemanjá! - Oxalá, Oxalá não está aqui! Ele com certeza saberá como resolver essa situação.E logo Iemanjá colocou-se em oração, pedindo a presença daquele que é o Rei entre os Orixás. Oxalá apresentou-se na frente de todos. Trazia seu opaxorô, o cajado que sustenta o mundo. Cravou ele na Terra, ao lado da espada de Ogum. Também despiu-se de sua roupa sagrada, pra igualar-se a todos, e sua voz ecoou pelos quatro cantos do Orun:
- Olorum manda uma mensagem a todos vocês meus irmãos queridos! Ele diz para que não desanimem, pois, se poucos realmente os compreendem, aqueles que assim o fazem, não medem esforços para disseminar essas verdades divinas. Fechem os olhos e vejam, que mesmo com muita tolice e bobagem relacionada e feita em nossos nomes, muita luz e amor também está sendo semeado, regado e colhido, por mãos de sérios e puros trabalhadores nesse às vezes triste, mas abençoado planeta Terra. Esses verdadeiros filhos de fé que lutam por uma Umbanda séria, sem os absurdos que por aí acontecem. Esses que muito além de "apenas" prestarem o socorro espiritual, plantam as sementes do amor dentro do coração de milhares de pessoas. Esses que passam por cima das dificuldades materiais, e das pressões espirituais, realizando um trabalho magnífico, atendendo milhares na matéria, mas também, milhões no astral, construindo verdadeiras "bases de luz" na crosta, onde a espiritualidade e religiosidade verdadeira irão manifestar-se. Esses que realmente nos compreendem e buscam-nos dentro do coração espiritual, pois é lá que o verdadeiro Orun reside e existe. Esses incríveis filhos de umbanda, que não colocam as responsabilidades da vida deles em nossas costas, mas sim, entendem que tudo depende exclusivamente deles mesmos. Esses fantásticos trabalhadores anônimos, soltos pelo Brasil, que honram e enchem a Umbanda de alegria, fazendo a filhinha mais nova de Olorum brilhar e sorrir...
Quando Oxalá calou-se os Orixás estavam mudados. Todos eles tinham suas esperanças recuperadas, realmente viram que se poucos os compreendiam, grande era o trabalho que estava sendo realizado, e talvez, daqui algum tempo, muitos outros juntariam-se nesse ideal. E aquilo alegrou-os tanto que todos começaram a assumir suas verdadeiras formas, que são de luzes fulgurantes e indescritíveis. 
E lá, do plano celeste, brilharam e derramaram-se em amor e compaixão pela humanidade.Em Aruanda, os caboclos, pretos-velhos e crianças, o mesmo fizeram. Largaram tudo, também despiram-se e manifestaram sua essência de luz, sua humildade e sabedoria comungando a benção dos Orixás.
Na Terra, baianos, marinheiros, boiadeiros, ciganos e todos os povos de Umbanda, sorriam. Aquelas luzes que vinham lá do alto os saudavam e abençoavam seus abnegados e difíceis trabalhos. Uma alegria e bem - aventurança incríveis invadiram seus corações. Largaram as armas. Apenas sorriam e abraçavam - se. O alto os abençoava...Mas, uma ação dos Orixás nunca fica limitada, pois é divina, alcançando assim, a tudo e a todos.
E lá no baixo astral, aqueles guardiões e guardiãs da lei nas trevas também foram alcançados pelas luzes Deles, os Senhores do Alto. Largaram as armas, as capas, e lavaram suas sofridas almas com aquele banho de luz. Lavaram seus corações, magoados por tanta tolice dita e cometida em nome
deles. Exus e Pombagiras, naquele dia foram tocados pelo amor dos Orixás, e com certeza, aquilo daria força para mais muitos milênios de lutas insaciáveis pela Luz. Miríades de espíritos foram retirados do baixo-astral, e pela vibração dos Orixás puderam ser encaminhados novamente à senda que leva ao Criador. E na matéria toda a humanidade foi abençoada. Aos tolos que pensam que Orixás pertencem a uma única religião ou a um povo e tradição, um alerta.
Os Orixás amam a humanidade inteira, e por todos olham carinhosamente. Aquela noite que tinha tudo para ser uma das mais terríveis de todos os tempos, tornou-se benção na vida de todos. Do alto ao embaixo, da esquerda até a direita, as egrégoras de paz e luz deram as mãos e comungaram daquele presente celeste, vindo diretamente do Orun, a morada celestial dos Orixás.
Vocês, filhos de Umbanda, pensem bem! Não transformem a Umbanda em um campo de guerra, onde os Orixás são vistos como "armas" para vocês acertarem suas contas terrenas. Muito menos esqueçam do amor e compaixão, chaves de acesso ao mistério de qualquer um deles. Umbanda é simples, é puro sentimento, alegria e razão. Lembrem-se disso.E quanto a todos aqueles, que lutam por uma Umbanda séria, esclarecida e verdadeira, independente da linha seguida, lembrem-se das palavras de Oxalá ditas linhas acima.

Não desanimem com aqueles que vos criticam, não fraquejem por aqueles que não tem olhos para ver o brilho da verdadeira espiritualidade.Lembrem-se que vocês também inspiram e enchem os Orixás de alegria e esperança. A todos, que lutam pela Umbanda nessa Terra de Orixás, esse texto é dedicado. Honrem-los. Sejam luz, assim como Eles!
Exe ê o babá (Salve o Pai Oxalá) 

Texto de Fernando Sepe, retirado do Jornal de Umbanda Sagrada.

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

CURSO SKHM (cura egípcia)




TEUS.Templo de Nanã Buruquê e Ogum Megê convida para:
SKHM - Cura Egipcia

NÃO TEM PRE-REQUISITO , APENAS AFINIDADE COM A ENERGIA EGIPCIA

O nome Sekhem (egípcio) significa o Poder dos Poderes, Poder Espiritual ou Altar do Fogo Sagrado, mas sempre utilizados para a Cura e Ascensão.
Durante alguns anos, desenvolvi uma prática de SKHM, voltada as enrgias Solares, assim nascendo SKHM RÁ.
A Cura Egípcia também chamado de Seichim-Reiki ou Seichim/Sekhem, refere-se à um sistema milenar de cura utilizado no antigo Egito, também presente na cultura dos Maias na América do Sul e posteriormente na Índia, Tibet e China.
Seichim é o nome usado na Índia e Sekhem é o nome usado no Egito, mas com o desenvolvimento e expansão deste sistema de cura, chegou-se a conclusão de que a "Energia da Luz Vital do Arco Íris do Criador", na qual se baseia o sistema chamado SEICHIM/SEKHEM, é a mesma de outras técnicas de cura com a imposição das mãos, onde o Reiki está contido.
Acredita-se que o SEICHIM originou-se nos templos de Atlântida.
SEICHIM é muito mais do que uma técnica de cura pelas mãos. SEICHIM é uma forma avançada de telepatia para a cura, e leva a um maior conhecimento e compreensão do seu EU espiritual.
Os grandes professores espiritualistas e religiosos, através da história, falam sobre a importância do "amor". SEICHIM é amor incondicional em ação.
Uma sessão de 20 minutos de SKHM equivale a uma sessão de 2 horas de REIKI.
O Seichim é um sistema que alcança as mais altas vibrações de nosso universo (a partir de 6a dimensão) e possibilita a canalização destas frequências para cura e harmonização do ser humano em todos os níveis.
É um trabalho energético e espiritual muito profundo, é uma cura realizada através das mãos, utilização de símbolos sagrados e técnicas de telepatia e ascensão.
Vai limpando todos os canais do indivíduo possibilitando que se tenha consciência de todos os seus outros corpos, a fim de poder trabalhar e utilizar todo o potencial inerente ao ser humano, como ser divino e espiritual.
Possibilita o desenvolvimento da clarividência, telepatia, projeção astral consciente, entre outras coisas.
As técnicas do Seichim ajudam a acelerar em muito o processo de desenvolvimento, evolução, cura e ascensão espiritual.
Trabalha-se também o aspecto de vidas passadas.
É uma dádiva e grande oportunidade de crescimento na vida de o quem recebe, desenvolvemos muito o poder mental.
Também serão sintonizados(quem quiser) no Sekhem de Isis ou Isis Seichim nivel I, para trabalhar a energia feminina, prosperadora em sua vida!
Quando: 09/11 Domingo 10-17 hs
Onde : TEUS Templo de Nanã e Ogum Megê
Rua Cel Massot 1593
Fone: 8512-5376/9225-8717
Valor: R$ 100,00 a vista ou 2x de R$ 60,00
Reciclagem: R$ 50,00
Esse curso fornece, Certificado, Apostila e Cofee break
A ministrante: Gislaine Gonçalves

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Um pouco de Exu Mirim

Falar sobre Exu Mirim, é muito bom, pois por ser um dos Mistérios de Deus, atuam em nós, espíritos segundo nossos procedimentos. Particularmente vi médiuns tratando os seus manifestadores, quando incorporados, como verdadeiras crianças(por que em suas mentes eles são) , e pude perceber que muitos desconhecem o a função de Exu mirim. 

Para começo de conversa, saibam que existe um Trono de Deus, o qual Ele se manifesta, assim como em outros : Oxalá, Oxum , Oxossi e todos outros, Trono esse que por não ter um nome manifestado no plano material, foi chamado de Exu Mirim.
Exu Mirim, é Orixá ? Sim, é Orixá, e como tal, também possui suas linhas de trabalho na Umbanda.
E assim como sabemos que Oxalá manifesta na fé, Oxum no amor, Xangô na justiça, Exu Mirim manifesta o fator Intecionador, entre muitos outros, tais como: regredidor, esburacador, ocultador, complicador, dementador etc.. 

Quando da fundamentação da Umbanda no seu lado espiritual , “Exu” assumiu a manifestação dos seres que vivem e evoluem a esquerda da dimensão espiritual humana da vida. A dimensão de Exu é a 1ª a nossa esquerda, a dimensão natural onde vivem e evoluem os seres encantados da natureza chamados de “Exus Mirins” é a 7ª a esquerda da dimensão humana. Eles tem em sua aparencia física de troncudos e de baixa estatura, como pigmeus. E como são seres encantados tem sua aparência diferente da nossa. (seria por ser de estatura baixa que o tratam como crianças, ou pelo nome Mirim ???).
Há Exus Mirins negros, brancos, avermelhados, todos com cabelos encaracolados, como o povo africano. E quando começam a incorporar em seus mediuns, pouco a pouco vão assumindo feições humanas e chega a um ponto, que se assemelham aos hobbits do filme "Senhor dos Aneis."
Essa dimensão onde vivem, é regido por uma Divindade que tem inúmeras e importantíssimas funções na criação, ainda que não sejam nada agradáveis de realizar, pois se destina justamente a reprimir os seres que atuem contra a paz e harmonia da vida.
Em seu fator intencionador, para ele o que vale são as intenções, as quais todas passam por seu crivo rigoroso, e o que nós cremos ser certo para ele pode não ser. Logo no Mistérios de Exu Mirim refletem todas as intenções desde mais nobres e elevadas até as mais baixas e viciadas, e como Exu e Pombagira ,ele também é refletor de nossos sentimentos mais ocultos, pois tudo é refletido na sua tela mental, todas a intenções de todas as dimensões da vida. Para Exu Mirim não existe 2 pesos e 2 medidas mas sim as intenções por trás delas, para esse Orixá não existe meio termo. Pois são as intenções, que levam os seres ao mais elevados atos ou as mais terriveis ações.


E como Orixá ele atua de dentro para fora, quando isso se torna impossível, ele atua de fora para dentro, através de suas hierarquias., que são considerados por Ogum como um dos mais rigorosos instrumentos da Lei Maior e Justiça Divina, pois todos viram o rosto para o Alto quando Exu Mirim é ativado contra uma pessoa, família, religião ou nação.
Quando Exu Mirim é ativado pela Lei Maior e Justiça Divina, ou tudo volta ao eixo ou regride a estaca zero.
Na linha dos Orixás , Exu Mirim está em uma ponta e Oxalá na outra, quanto a todos os outros Orixás, incluindo Exu, todos estão entre esse dois extremos, o Tudo (Oxalá) e o Nada (Exu Mirim), Exu Mirim como senhor da inexistência, pois o nada é seu domínio, tudo pode tirar de quem dever. Tudo o que esta vibrando no plano da intenções esta dentro do domínio do Orixá Exu Mirim, e desencadeia automaticamente a reatividade desse Mistério seja ela positiva e estimuladora das boas intenções, seja desestimuladora e paralisadora das más intenções.
Exu Mirim é neutro na sua essência divina, e seu mistério é ativado automaticamente no plano das intenções, antes que se concretizem .

Na Umbanda eles aparecem através da manifestação de seres encantados(nunca encarnaram), que quando incorporam em seus médiuns se apresentam como “Exus Mirins”.Mirim é uma palavra tupi-guarani que significa pequeno, tanto para um objeto e criança como para uma pessoa ou entidade. Todos humanos tem uma ligação com um Exu Mirim, mesmo aqueles que nunca saibam de sua existencia.
A hieraquia de Exus Mirins é vastíssima, e se espalham por todos o 7 planos da vida. E suas linhagens são identificadas por varios fatores, por exemplo: 


Exu Mirim Foguinho (fogo), Exu Mirim Pocinha(agua), Exu Mirim Pedrinha(cristais), Exu Mirim Ventaniazinha(ventos), ou seja pelo elementos da natureza. Ou ainda pelo sincretismo dos Orixás, com nomes diminutivos de santos, ou pelo simbolismo da Umbanda: 

Exu Mirim 7 Porteirinhas, Covinhas, Cruzeirinhos, Encruzilhadinhas, Garfinhos, Cobrinha, Veludinho, Caveirinha, Morceguinho, Risadinha etc.... 

Existem relatos de que esses mirins quando incorporados foram mal educados, tiveram comportamentos atípicos de um terreiro de Umbanda, isso por que, seus médiuns extrapolam seus interiores, achando que por serem Mirim, tem que se comportar como crianças, e por ser Exu, tem que ser de forma negativa. Todos os guias espirituais que baixam nos terreiros aprendem no astral, a forma comportamental dentro das linhas, e com Exu Mirim não seria diferente.

Vamos enfatizar algumas coisas: 

Eles não são espíritos humanos, eles são encantados da natureza
A irreverência ou má educação comportamental não é típico deles, nem em suas dimensões
São naturalmente irriquietos e curiosos, mas nunca mal educados
Refletem o inconsciente de seus médiuns assim como Exu e Pombagira, logo são nosso refletores naturais
Gostam de beber bebidas mais agradáveis ao paladar de seus médiuns, sejam elas alcoólicas ou não
Gostam de frutas acidas e doces duros e balas ardidas
Prestam inestimáveis trabalhos de auxilio
Não aprovam ser oferendados e invocados em trabalhos de magias negativas
Eles raramente pedem seus assentamentos ou firmezas permanentes e preferem ser oferendados periodicamente da natureza 
Realizam trabalhos insubstituíveis

OFERENDA PARA EXU MIRIM

Toalha ou pano vermelho e preto
Velas bicolores vermelha e preta
Fitas vermelha e preta
Linhas das mesmas cores
Flores Cravos
Pembas verm/preta
Frutas ( manga, limão, laranja, pêra e mamão)
Bebidas (licores, cinzano, pinga com mel)
Comidas ( fígado de boi picado e frito em azeite de dendê, farofas apimentadas)





Trechos retirados do livro Orixá Exu Mirim- Ed.Madras

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Isso é Exu, Isso é Umbanda




Quando irão entender que UMBANDA é religião, minha religião ensina o amor , caridade bons princípios, boa moral e ética.
O que ouço dizer por aí sobre ela sai da boca de ignorantes que nada conhecem do ritual do Umbanda, desconhecem seus fundamentos e ritos, então eu digo que só falem da minha religião aqueles que estudam e conhecem a Umbanda.

Não falo de leituras não , mas de estudar sua liturgia, ritos, fundamentos e suas ações de realização através da pratica diária dela , do esforço e do apuramento de consciência que ela promove ,e se você que está lendo isso desconhecem alguma dessas coisas , então você também não conhece a minha religião .

Não permito que sigam difundindo que EXU vive em suas esquinas ou que Pombagira faz amarrações isso tem outro nome , mas não EXU !
São tantos as traves nos olhos que chegam a estar cegos e não percebem suas realidades internas e sua absurda ignorância.

Deus é Uno , os Sagrados Orixás são suas manifestações na Criação Divina , e nós espíritos que militamos na Umbanda buscamos nosso amadurecimento assim como vocês encarnados deveriam fazer ao invés de ultrajar a religião de seus irmãos na terra.
O pior ainda é ver que muitos que se intitulam Babás ou Pai e Mãe procedem de igual forma pois não entenderam que Umbanda é chão puro e neutro para o crescimento ascendente .

Chega de falsidades e falsos conhecimentos que na verdade são frágeis e solúveis .
Chega de lobos em pele de cordeiros , acordem para suas realidades internas e externas!
Se não sabe vá aprender , mas não fale de algo com base sustentada pelo Criador.

Meu Axé para quem é de Axé!
EXU Caveira do...

domingo, 17 de agosto de 2014

Por dentro de um Templo de Umbanda

Saudações!

Comecei a frequentar um Templo, ou como normalmente é conhecido, um Terreiro de Umbanda, já faz mais ou menos dois anos, e como membro do corpo mediúnico, a mais ou menos 1 ano, muito pouco tempo diga-se de passagem, mas o aprendizado é realmente enorme e gostaria de compartilhar um pouco do dia a dia de um Templo, mostrando um pouco mais da visão de quem está por dentro. Iniciaremos então, pelo próprio local, o Templo.


Um templo de Umbanda é acima de tudo um local sagrado, um ambiente que merece conservação, admiração e acima de tudo respeito. Sendo um Templo ele indica um local próprio para práticas religiosas, e por tanto, como um local da manifestação do Divino no mundo dos homens.

Umbanda é uma religião mágica e simbólica por natureza, na Umbanda tudo tem fundamento, seus símbolos possuem uma razão, um significado para ser e estar, e não poderia ser diferente com o seu Templo, a manifestação física do espaço para a manifestação do espírito para a caridade. É dentro de um Templo onde ocorrem as giras, mas antes de falarmos sobre elas, vamos a uma rápida explicação sobre os principais locais presentes dentro de um Templo de Umbanda.

Temos o Congá, ou Altar: Todo Templo de Umbanda possui um Altar a vista de todos, onde ficam as velas, imagens dos orixás ou santos que os representam (umbanda é uma religião sincrética). Seu objetivo principal é o de formar um ponto de força poderoso no local, servindo como portal irradiador de energias positivas facilitando o contato com esferas espirituais superiores, o congá é a representação viva da força dos Orixás, dos mentores da casa, da natureza e de todas as linhas de trabalho. Interessante também dizer que muitas vezes há além de um altar maior e principal, alguns outros menores, também com seus significados, imagens e elementos irradiadores.


Temos também, a Tronqueira, que está diretamente ligado aos Exús e Pombas-giras, e aos quais por si só possuem seu trabalho muitas vezes mal interpretado. Mas deixarei um post futuro apenas para falar sobre eles.

A tronqueira é um ponto de força de esquerda firmado no templo que os Guardiões e Guardiãs utilizam para
os trabalhos de limpeza ou proteção da casa, servindo como uma espécie de “para-raios”, um portal que impede forças hostis de se servirem do ambiente religioso de forma deturpada, atrapalhando o bom andamento dos trabalhos. Também sustenta um forte campo energético que se mantém no astral em torno do templo, além de servir como área de contenção, mantendo ali espíritos trevosos/kiumbas, que as vezes acompanham os consulentes, ou então capturados durante ataques espirituais que a casa possa vir a sofrer, e ali eles ficarão até serem socorridos, esclarecidos e por fim encaminhados pelos guardiões e guardiãs para seus locais de merecimento de acordo com a Lei. Vale dizer também, a tronqueira fica em separado das outras forças de direita do templo, isso ocorre pela própria natureza magnética do local que irradia, neutraliza e absorve energias, ele fica em separado para não haver essa mistura energética, podendo assim exercer a função para o qual foi concebido em sua totalidade.

Temos também o local da Assistência que é o local reservado aos consulentes, pessoas que vão ao templo de umbanda em busca de cura para suas dores morais e físicas, em busca de um conselho, ou simplesmente para agradecer e exercer sua religiosidade.

Eles não fazem parte do corpo mediúnico do templo, e portanto ficam em um local reservado para eles sentados em bancos e cadeiras, onde aguardarão sua vez para serem atendidos. É interessante notar que na totalidade dos templos de umbanda, a assistência não mistura-se com o espaço onde ocorrem os trabalhos mediúnicos, a não ser no momento em que adentram o local para receberem seus passes e consultas. Isso deve-se primeiramente para manter a ordem, a umbanda é uma religião e como tal possui um rito estabelecido, é necessário que tenha-se essa diferenciação, caso contrário ficariam todos misturados, e isso tornaria inviável de se realizar um bom trabalho, em seguida, para a separação a devida vibratória, os médiuns da corrente, estão preparados cada um com suas defesas e firmezas pessoais, garantindo-os assim o padrão energético certo para a realização do ritual.

E por fim, dentro dos locais de um Templo, temos o local são de fato realizados os trabalhos, onde ocorre os processos de incorporação, onde enfim ocorre o ritual propriamente dito, este local que costuma ficar em frente ao congá, é preenchido pelos membros do templo imbuídos de concentração e fé, esperando para desempenharem seus papéis.

Para não ficar muito grande dividirei em mais posts essa pequena série sobre Templo de Umbanda, no próximo falarei sobre as funções existentes dentro de um Templo, e suas devidas importâncias para o andamento dos trabalhos.

Axé!
Por Aziehl

sábado, 9 de agosto de 2014

Mediunidade Mal Orientada

A falta de doutrina e de comprometimento que existe, em muitas casas espiritualistas, coloca em risco a saúde física e psicológica dos médiuns.
Para se ter idéia, há casas que iniciam qualquer pessoa que tenha vontade em trabalhos de desenvolvimento mediúnico de incorporação.
E as pessoas que começam a frequentar os trabalhos, por não terem a menor noção do que é certo ou errado, se submetem.
Na verdade, existem casos em que a mediunidade de incorporação nunca vai se manifestar porque o médium deverá desenvolver outras formas de mediunidade.
Consequentemente, tentando fazer incorporar quem não deve, surgem atrapalhações de toda ordem.
A mediunidade deve ser desenvolvida de forma progressiva e individualizada, e o bom desenvolvimento do corpo mediúnico depende muito da firmeza e da competência do chefe encarnado do grupo e do espírito dirigente dos trabalhos.
Na Terra, a esfera material das diversas formas de religião é conduzida pelos encarnados, o que inclui a organização das casas, a orientação das pessoas e até a redação dos textos que explicam os fenômenos espirituais.
É justamente por se tratar de “coisa de humanos” que a religião muitas vezes é deturpada.
Se os espíritos de luz pudessem atuar sozinhos, várias situações inoportunas deixariam de acontecer.
Mas os trabalhos religiosos na Terra precisam da união do plano físico e do espiritual.
Sem o fluido animal dos médiuns, não é possível para os espíritos atuar em nosso nível vibratório.. Daí a grande importância dos médiuns e também da assistência nos trabalhos religiosos.
Quando um dirigente religioso, independente da linha em que trabalhe, se deixa envolver pelo ego, passa a acreditar que é dono-da-verdade e, o que é ainda pior, que é dono das pessoas sua mente se fecha para as orientações do plano espiritual que deveriam orientar sua conduta, porque sua vontade passa a ser mais importante.
Quando o chefe dos trabalhos “se perde”, os espíritos não compactuam com os erros cometidos, mas respeitam o livre-arbítrio de todos. Ficam à parte, aguardando que a situação se modifique para novamente poderem trabalhar com seus médiuns.

As pessoas não ficam desamparadas, mas os espíritos não compactuam com o ego. Há trabalhos que, irresponsavelmente, surgem em função da vontade que têm algumas pessoas de dirigirem grupos. Se uma pessoa resolve iniciar uma sessão, a responsabilidade é dela. Os seus protetores não vão puni-la por isso, mas toda a carga que surge em função dos trabalhos vai ser também responsabilidade dela.
Surgem, em função disso, muitas complicações, para quem dirige e para quem é dirigido. Portanto, não bastando atrapalhar a si mesmo, o chefe deverá arcar com as consequencias do que provoca para o corpo mediúnico de sua casa.
O mesmo vale para quem decide que vai prestar “atendimentos espirituais” ou outros tipos de “trabalho” relacionados, sem as devidas proteções que só uma casa, com os devidos calços, pode ter.
Toda aplicação do dom mediúnico deve estar sobre a proteção de uma corrente espiritual e de uma chefia realmente capacitada.

Infelizmente, em muitas casas sem boa direção espiritual, exerce-se o hábito de desenvolver a mediunidade em pessoas obsediadas, causando-lhes desequilíbrios ainda piores do que a própria obsessão.
São pessoas que, estando claramente doentes, são levadas a abrirem seus canais de mediunidade, irresponsavelmente, a fim de supostamente se curarem.
A pessoa perturbada chega nos trabalhos e é aconselhada a desenvolver… porque tem mediunidade. Deveria procurar entender o que acontece consigo, através da doutrina, e não sair procurando um lugar para “desenvolver” Situações como essa, ocorrem devido ao pouco conhecimento doutrinário dos dirigentes das casas e até dos médiuns que dão consultas, acreditando que estão falando pelos espíritos.

A mediunidade perturbada pela obsessão não merece incentivo.

No aspecto patológico, existem aqueles que, por desequilíbrios neurológicos, se comportam como vítimas de processos obsessivos.
Nestes casos, também é inoportuno o desenvolvimento das faculdades mediúnicas.
Mentores espirituais de casas honestas cuidam de tratar desses processos obsessivos até que os fenômenos cessem, e o enfermo, curado, possa retomar suas atividades normais e, quem sabe, desenvolver sua mediunidade.
Tudo está muito bem, se o médium está preparado, saudável e consciente de que desenvolver a mediunidade é o que realmente deseja e de que realmente precisa.
Por outro lado, se a pessoa está desequilibrada, doente, desenvolvendo algo que nem sabe exatamente o que é, possuir um canal aberto será algo muito perigoso.
Em ambos os casos, haverá a possibilidade da comunicação com o mundo dos espíritos, e um médium despreparado não vai saber identificar, nem filtrar,mensagens boas de mensagens oriundas de espíritos obsessores.

Por isso, desenvolver a mediunidade em quem não está preparado permite que as obsessões se manifestam pelo canal mediúnico que foi aberto, ocasionando demências em diferentes graus.
A mediunidade não é causadora da enfermidade ou da loucura. É o seu desenvolvimento indevido que permite que um espírito obsessor dela se utilize para instalar, na mente de sua vítima, a enfermidade mental.
Pensar na mediunidade como causa desses distúrbios seria o mesmo que culpar a porta de uma casa pela entrada do ladrão. A porta foi somente o meio ou a via de acesso utilizada para a realização do furto, por negligência e desatenção do dono da casa.

Precisamos também conhecer a fadiga mediúnica. O exercício da mediunidade provoca perda de fluidos vitais do corpo do médium e tende a esgotar os seus campos energéticos. Por isso os dirigentes capacitados dedicam especial atenção e cuidado para com os médiuns iniciantes.
É comum encontrar médiuns desequilibrados, atuando em grupos espiritualistas, onde incluem-se até mesmo os brandos trabalhos de mesa kardecistas.

Em alguns casos, o descontrole psíquico pode levar o indivíduo à loucura,principalmente no caso das pessoas predispostas ao desequilíbrio.
Convém que o dirigente espiritual esteja atento à conduta dos médiuns, para perceber indícios de anormalidade.
Mediunidade é uma atividade psíquica séria, e a ela só devem se dedicar pessoas que se disponham a ter conduta religiosa, ou seja, uma moral sadia e hábitos disciplinados.
A prática da mediunidade em obsediados é capaz de produzir a loucura.
A irresponsabilidade e incompetência de dirigentes nos critérios de admissão e instrução de seus trabalhadores pode culminar em demência. Basta imaginar a situação em que uma pessoa obsediada é submetida a entidades hipócritas.
É fácil imaginar que se estabelecerá um processo de fascinação que pode culminar em demência.
Lembremos que a humildade, a dedicação, a paciência e a renúncia são os caminhos do crescimento mediúnico.
O orgulho e os maus espíritos são seus obstáculos.
A mediunidade, assim como todos os dons, possui dois lados.
Se, por um lado, é fonte de abençoadas alegrias; por outro, pode ser também de profundas decepções.
Mas isso nunca deve ser motivo para que alguém desista de desenvolver a sua mediunidade, de cumprir a sua missão, pois ela é simples e gratificante na vida das pessoas que a abraçam como missão de serviço nas legiões do Grande Pai Oxalá.

*Por Jorge Menezes*Fonte : JUS