Saudações!
Comecei a frequentar um Templo, ou como normalmente é conhecido, um Terreiro de Umbanda, já faz mais ou menos dois anos, e como membro do corpo mediúnico, a mais ou menos 1 ano, muito pouco tempo diga-se de passagem, mas o aprendizado é realmente enorme e gostaria de compartilhar um pouco do dia a dia de um Templo, mostrando um pouco mais da visão de quem está por dentro. Iniciaremos então, pelo próprio local, o Templo.
Um templo de Umbanda é acima de tudo um local sagrado, um ambiente que merece conservação, admiração e acima de tudo respeito. Sendo um Templo ele indica um local próprio para práticas religiosas, e por tanto, como um local da manifestação do Divino no mundo dos homens.
Umbanda é uma religião mágica e simbólica por natureza, na Umbanda tudo tem fundamento, seus símbolos possuem uma razão, um significado para ser e estar, e não poderia ser diferente com o seu Templo, a manifestação física do espaço para a manifestação do espírito para a caridade. É dentro de um Templo onde ocorrem as giras, mas antes de falarmos sobre elas, vamos a uma rápida explicação sobre os principais locais presentes dentro de um Templo de Umbanda.

Temos também, a Tronqueira, que está diretamente ligado aos Exús e Pombas-giras, e aos quais por si só possuem seu trabalho muitas vezes mal interpretado. Mas deixarei um post futuro apenas para falar sobre eles.
A tronqueira é um ponto de força de esquerda firmado no templo que os Guardiões e Guardiãs utilizam para
os trabalhos de limpeza ou proteção da casa, servindo como uma espécie de “para-raios”, um portal que impede forças hostis de se servirem do ambiente religioso de forma deturpada, atrapalhando o bom andamento dos trabalhos. Também sustenta um forte campo energético que se mantém no astral em torno do templo, além de servir como área de contenção, mantendo ali espíritos trevosos/kiumbas, que as vezes acompanham os consulentes, ou então capturados durante ataques espirituais que a casa possa vir a sofrer, e ali eles ficarão até serem socorridos, esclarecidos e por fim encaminhados pelos guardiões e guardiãs para seus locais de merecimento de acordo com a Lei. Vale dizer também, a tronqueira fica em separado das outras forças de direita do templo, isso ocorre pela própria natureza magnética do local que irradia, neutraliza e absorve energias, ele fica em separado para não haver essa mistura energética, podendo assim exercer a função para o qual foi concebido em sua totalidade.

Temos também o local da Assistência que é o local reservado aos consulentes, pessoas que vão ao templo de umbanda em busca de cura para suas dores morais e físicas, em busca de um conselho, ou simplesmente para agradecer e exercer sua religiosidade.
Eles não fazem parte do corpo mediúnico do templo, e portanto ficam em um local reservado para eles sentados em bancos e cadeiras, onde aguardarão sua vez para serem atendidos. É interessante notar que na totalidade dos templos de umbanda, a assistência não mistura-se com o espaço onde ocorrem os trabalhos mediúnicos, a não ser no momento em que adentram o local para receberem seus passes e consultas. Isso deve-se primeiramente para manter a ordem, a umbanda é uma religião e como tal possui um rito estabelecido, é necessário que tenha-se essa diferenciação, caso contrário ficariam todos misturados, e isso tornaria inviável de se realizar um bom trabalho, em seguida, para a separação a devida vibratória, os médiuns da corrente, estão preparados cada um com suas defesas e firmezas pessoais, garantindo-os assim o padrão energético certo para a realização do ritual.

Para não ficar muito grande dividirei em mais posts essa pequena série sobre Templo de Umbanda, no próximo falarei sobre as funções existentes dentro de um Templo, e suas devidas importâncias para o andamento dos trabalhos.
Axé!
Por Aziehl